Cenas de Paprika: arte de primeira.
Assisti a Paprika no último fim de semana. Trata-se de uma animação japonesa de ficção científica de 2006, dos mesmos criadores de Ghost in the Shell. Eis a sinopse:
Num futuro próximo, o Dr. Tokita (Tôru Furuya) inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba (Megumi Hayashibara), psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela detetive de sonhos, para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.
Olha, a sinopse, retirada daqui, não dá a ideia (nem 10%) do que é a experiencia de assistir a este filme. Sou da geração que se assombrou com AKIRA. Assisti a Akira no cinema e recordo-me de ter ficado embrulhado com as cenas fortes. Foi uma experiencia inesquecível e os efeitos das bombas atomicas na psique japonesa podem ser vistos nesses filmes. Parece que o povo japones perdeu para sempre algo, uma inocência talvez. Logo eles, o povo mais delicado do planeta.
O gosto que fica depois de Paprika é o mesmo. Está lá o horror, a loucura e a sensação de poder que a tecnologia pode trazer. O curioso é que o vilão é justamente um defensor de valores antigos, mas que não abre mão do DC – mini do filme. Mas o melhor do filme mesmo é Chiba/Paprika, a mulher ideal, como diz o detetive do filme. Vale a conferida

Dra. Chiba, Paprika é seu alter ego
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